segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pela BR atrás de palcos!


INKURTTO

João Wundervald, guitarrista da Inkurtto: adepto do som dos 60, mas eclético

De Miranda/MS para outras galáxias - Inkurtto decola na cena rock do Estado:
Rafael, Andhrey e João!
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"Longe demais das capitais...", os versos de Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) traduzem com fidelidade o sentimento de isolamento da banda Inkurtto dentro da cena musical de Miranda, sua cidade natal. Rafael Bellini, João Paulo Wundervald e Andhrey Nunes travam uma luta constante contra a falta de lugares pra tocar e contra os modismos musicais que imperam nas rádios, nos bares e em toda a mídia mirandense. Entrevistamos o guitarrista João Paulo essa semana e ele traçou um panorama da cena local e discorreu sobre a Inkurtto.
> Play: Como é a "cena rock" em Miranda?
> João: A cena rock em Miranda é demasiado fraca. Não temos um lugar fixo para tocar a qui. No passado era um pouco melhor, entretanto foi sendo aniquilado pouco a pouco. Então, se quisermos tocar, temos que sair pela BR atrás de palcos.
> Play: Por que "Inkurtto"?
> João: Então (rsrsrs), foi em um dia de ensaio daqueles que nada dá certo. Tínhamos uma banda de nome Retrovírus (eu odiava o nome), e estávamos arrumando uns cabos estragados. Até aí tudo normal, pois banda de rock é assim mesmo, sempre à base de "gambiarras". Mas quando começamos a "mandar ver", tudo começou a entrar "em curto". Eram choques, estalos, e mais estalos, até que o vocalista (Rafael Bellini) colocou a boca no microfone e foi eletrocutado, caindo ao chão. Sendo assim, pensamos: "O nome da banda tem que ser 'Em Curto'!". Ou seja, melhoramos (ou pioramos) a escrita e ficou "INKURTTO".
> Play: Quanto tempo de estrada?
> João: Olha, temos mais ou menos um ano e meio de banda. Mas sempre dando um tempo e voltando. Parecemos um casal em crise, cheio daquele diálogo: "Ah, vamos dar um tempo? O que você acha?" e blá, blá, blá.
> Play: Principais influências?
> João: Resposta difícil. Eu gosto daquele som sessentista. Rafael Bellini também gosta um pouco disso, mas o som gótico é que o faz se sentir bem, e o Kupim (Andhrey) é viciado em Red Hot. Mas gostamos de muito mais coisas. Acho que somos um pouco ecléticos. Mas daqueles que ouvem de tudo que é bom ser escutado, desde Bezerra da Silva até Ozzy.
> Play: O que acharam da Playmorock (4ª edição)?
> João: A Playmorock 4 foi sensacional. Ainda mais com o Legião Urbana Cover. Gostamos tanto que estávamos ali na frente, pulando e cantando com as bandas. Essa interação é bacana. Fomos recebidos com muito carinho. Só temos a agradecer a Playmorock e sua organização. E que venham muitas Playmorock's pra animar e dar mais sangue ao rock do Estado.
> Play: Como classificam o tipo de som da Inkurtto?
> João: Vamos dizer que não possuímos rótulos. Tocamos aquilo que "dá na telha". Misturamos um pouco de cada coisa, enfiamos no liquidificador e "botamos pra rolar".
> Play: Um recado pra galera do MS...
> João: Vamos pensar mais no que estamos escutando, ouvindo, fazendo. Necessitamos de alimento pra cabeça. A cada dia essas culturas pobres que só alienam crescem com um poder arrasador e estragam nossas crianças. Vida longa a todos (e também a Jim)!
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2 comentários:

  1. Esses caras mandam bem!!! Seguem na luta brothers, o bom rock não pode parar..."alimento pra cabeça"

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